31 de julho de 2010

O Querer e o Ser amado.



O querer está em dúvida – Já o ser amado abraça forte, trazendo segurança.


O querer sutilmente se esforça para o primeiro beijo – Já o ser amado surpreende, deixando a menina dos olhos atenta e as mãos que escreve suada.


O querer é submisso – Já o ser amado aborrece a paciência, ignora a lucidez e se entrega.


O querer pensa no horizonte apaixonante – Já o ser amado se prende no detalhe, fitando de forma provocante o suspiro da alma.


O querer gosta de sinfonia – Já o ser amado faz barulho, faz com que o coração bata forte, juntamente com o ritmo do primeiro encontro.


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Tanto o querer como o ser amado caminham juntos, ligados na força da mão, do beijo, do sentimento, que faz a perna tremer, da garganta secar.
Os dois, eu e você, você e eu. Agarrados um ao outro, no gesto, no carinho, na voz.
O querer segue o aroma do ser amado, que insiste em agarrar, amar e amar...

Pés.


Os pés caminham mesmo cansados, eles continuam, prosseguem e com muita fadiga correm.
Pelo caminho estreito, difícil, espinhoso. O coração no peito acelera, não pára de jeito nenhum.
O sangue esquenta, ferve, borbulha.

-É a preocupação?
-Não sei...
-É a sede?
-Tenho dúvidas...
-É a dor do peito?
-Os nervos gritam!

Respiro fundo, o ar retorna aos pulmões - retorno a vida. Os pés descansam, o sangue esfria, e a cabeça pensa.
Neste momento tudo que posso é meditar, meditar, para que eu me eleve... Só assim para eu me equilibrar e chegar ao meu destino.

29 de julho de 2010


Tenho sua imagem no meu porta-retrato, no meu quarto.

Tenho o teu sorriso guardado no peito, com anseio.

Tenho tua aliança no dedo, sem medo.

Tenho o teu cheiro no frasco do consciente, te amo loucamente.

Tenho as marcas na pele, de leve.

Tenho o teu pedaço na boca, na louça.

Tenho o teu arrepio na cama, sem drama,

Tenho você do meu lado, de forma eternizada, gravada...

Tenho tudo que precisava:

-Tua presença na alma!

28 de julho de 2010


Eu sinto o teu amor abraçar-me, o teu calor aquecer-me, e de certo modo o meu vazio se enche:

de saudades,



de ilusões,



do adeus...

Hoje não tenho o teu amor, o teu calor, mas o vazio persiste e permanece transbordando,

 de distância,

 de dor.


Longe de Você... Longe de mim!

O copo vazio, sem água, sem líquido, sem nada.



Nem se quer a sede mata.


É inútil, é objeto sem valor, não serve pra nada, consequentemente largo na escada.


Assim é a mente vazia. Deserta. Sem propósito.


Assim é a mente do tolo, daquele que não possui a capacidade de sentir, que não sabe calcular o valor do ser apaixonado, e da mente preenchida com uma dose de abraço apertado.

Livros na estante é açúcar para a ansiedade que tira a visão e ofusca o foco.



O infinito está a um passo de mim, são algodão sobre meus pés, que andam e andam, sem direção...

27 de julho de 2010

As
lágrimas
caem,

juntamente com a chuva
fina lá fora...

A saudade chegou


sabe... que você faz tanta falta?

Sua
presença deveria ser
Eternizada
em forma de livro,

pra que eu lesse e
relesse
...