18 de fevereiro de 2013

Opus #05


























Dando-me, a saber, que não os posso controlar, e que já foram criados com esse intuito devastador, então é melhor não conviver comigo, pois não sei segurá-los, contê-los dentro desse meu peito oriundo do pó, que um dia foi molhado, amassado e soprado, me formando o homem andarilho que me tornei no hoje que se esvaiu em meus dedos ossudos, e que a boca grita: Valha-me Deus! Aproximo-me do caos ligeiro e esperto, do facão incoerente da burrice do outro e, caio de joelhos em arrependimento premeditado jurando por todos “os santos” que não retornarei mais para o convive-o. Noto que caio na desgraça de não cumprir com a minha palavra, e me submeto à convivência da consciência pesada na fragilidade do alheio e, escrevia sobre os meus ventos pra tentar amenizá-los, coisa que conseguia antes, hoje, não mais.