Ele precisava apenas de um espírito animado, de uma
ventilação unanime e desagarrada. Supostamente uma apropriação de si mesmo com
uma descrição de amor próprio. Na ocasião de se descobrir seus ventos pessoais
eram amarelados e causava-lhe um esgotamento favorecido que a rivalidade diagnosticou
como vulnerabilidade do querer, e essa prescrição o saldaria pausadamente com o
intuito de desfragmentar suas vontades.
15 de maio de 2013
11 de maio de 2013
Opus #11
Torno-me apreendido pelos ventos de cor azul-marinho que fluem
da sutiliza de tua devoção, do encontro do perdido com o encontrado, e me
canalizo em uma só atitude, a de voltar a te abraçar nos cenários gélidos e
que em contato com teu corpo, o calor que emana de ti, perseguiu minhas trevas
e as extinguiu velozmente, me ligando, me liberando.
3 de maio de 2013
Opus #03
A cena era esta:
Papéis rasgados em um chão de esperanças escorregadias.
Uma vela tremulante.
Ansiedade bastante para torcer o peito sem deixar nenhuma gota de arrependimento.
Um olhar.
Um esconderijo.
Homem esperançoso.
Os pés quem ficar.
A saudade é aquarelável.
Não existe paredes.
O lugar é um elo desenhado com giz de cera.
Na mão ossuda uma representação.
A sombra de um inconstante adormecido.
Na linha da mente a retidão.
Intocável, miserável, inconfundível.
26 de abril de 2013
Opus #26
O que disseram não representava a forma como eu a via de
longe perdida em seus pensamentos mais apaziguáveis.
23 de abril de 2013
18 de fevereiro de 2013
Opus #05
Dando-me, a saber, que não os posso controlar, e que já foram criados com esse intuito devastador, então é melhor não conviver comigo, pois não sei segurá-los, contê-los dentro desse meu peito oriundo do pó, que um dia foi molhado, amassado e soprado, me formando o homem andarilho que me tornei no hoje que se esvaiu em meus dedos ossudos, e que a boca grita: Valha-me Deus! Aproximo-me do caos ligeiro e esperto, do facão incoerente da burrice do outro e, caio de joelhos em arrependimento premeditado jurando por todos “os santos” que não retornarei mais para o convive-o. Noto que caio na desgraça de não cumprir com a minha palavra, e me submeto à convivência da consciência pesada na fragilidade do alheio e, escrevia sobre os meus ventos pra tentar amenizá-los, coisa que conseguia antes, hoje, não mais.
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