10 de maio de 2011



...E em solo de gigantes qualquer objeto vira esconderijo para se avistar o monumento.

5 de maio de 2011

Pontos certos...

É preciso colocar pontos finais em verbos nunca conjugados, e por mais que essa divagação me retenha eu grito, dou pulos, e tento me jogar em

alto mar longe daquilo que já se foi. coloco meus pontos finais em meus amores passados em histórias nunca vivênciada.
Acorda! acordo sim, do terrível sono da depressão que me persegue há alguns anos, fujo de tudo, fujo dos retalhos...
Depressa não tenho rapidez, se desfaleço é onde me encontro, no meu leito, na zona norte...
Adimiro meus pontos. Mesmo que ele sejam colocados contra a minha vontade - Eu nem sei porque eles estão lá. E eu lá sei?
O sufocante ponto é um dilema para minhas conficções, é estadia para pensamentos vãos, coisa de gente que quer um monte de coisas e acaba caindo em frustações, acaba caindo em incêndios. O amigo do ponto é obscuro, é lento, já atribui isso ao excesso de bagagem em minhas mãos, e colocando a culpa um poucos nos fulanos eu consigo justificar um pouco da minha louca e confusa confusão mental e ao mesmo tempo letal para o meu peito.
Já tive pontos, porém faço questão de deixa-los no bolso da calça, já preparados pra hora certa colocá-los na ponta da língua alheia, da língua que porfere palavras venenosas. Pontos no cordão umbilical da alma. Pontos no ligeiro e contante pulsar das veias. Pontos em todos os sentidos, onde julgo ser necessários.
E é pra lá que vou, rumo ao caderno, a arrumação involuntária dos laços de família, do que já aconteceu e já não me serve mais. Ah! passado idiota te darei uma rasteira em breve, um tiro certeiro, irei no teu velório!
Com escapatória dirijo meu carro imaginário, onde alugo meus freios, onde escondo as curvas, de lá tenho visão do mundo a volta, veloz e mediocre. Quer ser feliz? Ponha pontos nos lugares certos. Pontos nas vidas certas, pontos nas atitudes curtas e invioláveis, pontos no liso,no mácio.
Há momentos que colocamos reticências no final de promessas nunca cumpridas proferidas da boca pra fora e nos orgulhamos de tal prodigío. Na verdade devemos aprender com os pontos...os pontos.
Os pontos acabam com um mundo de frases como estas, é enchente em vales esquecidos, é criança com fome, é sussuro maldito, é reza contrária. Pontos acabam com assuntos cansativos, quando o outro esquece que bom censo é fundamental, e quando é bom calar a boca de vez em quando.
Pontos... Pontos e mais pontos, tenho uma caixa de pontos esperando serem inaugurados.

4 de maio de 2011

Cavei minha sepultura,
Crucifiquei o meu passado,
Cuspi na minha hipocrisia,
Não vejo mais nada, apenas terra sobre mim...

3 de maio de 2011

Grampola...

Já existente, já corrente, és rio
No balbuciar de charadas, teu sorriso encanta, é simplesmente mágico
não tenho diretrises corretas, tenho funtamentos, teses próprias em forma de embalagens de balas
na tua dança menina, no loiro dos teus cabelos vejo uma saída, uma respiração
Na tua esquina uma espera, uma mochila, um palpitar
Na escala de dó, perco-me em teus tons, teus picicatos
Menina em teus seios encontro repouso, encontro com o sol, vejo a lua
Em tuas curvas a vontade de tê-la, de afogá-la, de posui-la, violar o teu sagrado!
Menina grampola, menina sufocante...

Stacey Kent - « Les eaux de mars » + / - sous-titres

2 de maio de 2011

Já tínhamos tudo em comum, e acreditávamos que opostos não se atraíam até que a chuva trouxe-me até você.
E por ser tudo tão comum, eu me distrai com o medo e escapei de tuas mãos de tua fragrância...
Esqueceram-se os lábios de te avisar que

sou

extremamente



 incomum!
No escuro seu brilho não existia, sua perna mancava sem igual. Atribuíram a ele uma forma cômica do medo, como se tal título pudesse fazê-lo rir de si mesmo. O ser preso em escuridão dizia a seu peito: Procuro e não me encontro, sou poça e logo evaporo...

Na realidade eu não sei se ali batia um coração por mais humano que aquele ser parecesse, ele era o medo. Caminhava pra lá e pra cá nas densas trevas, sem paz procurava um alvo – um coração para aliviá-lo do nada, da ruína.

De certa forma, esse seria seu passaporte.