Em determinados momentos nós seres humanos e meros mortais, não sabemos que realmente nutre o nosso coração, como a ambição acelerada faz torna a vida tão destrutiva - sabe de uma coisa, nós temos que analisar o que faz nosso coração palpitar, não estou falando de coisas fúteis sem razão pra existir, estou me referindo á coisas que são fundamentais para a estrutura de nossas vidas: Os acontecimentos que tiram a respiração. – O amor!
Digo a você uma coisa:
Seu corpo já flutuou?
Seu corpo já suou?
Seu corpo da estremeceu?
Seu corpo já se envolveu?
Seu coração já explodiu de emoção?
Suas mãos e seus pés já perderam a direção?
Sua visão perdeu o foco, quando encontrou a menina dos olhos do ser amado?
Digo a você:
Se não sentiu nenhum desses sintomas, és tolo ao extremo.
É por isso que teu coração dói.
És soberbo, ser humano.
És fraco, projeto de gente.
És sujo, pois há impureza em tua boca
E torpeza em teus lábios.
O nosso coração precisa de aconchego, de fala suave no ouvido, de carícias no travesseiro.
O nosso coração precisa se deleitar no peito quente do corpo que responde com proteção.
O nosso coração precisa ser mais humano, sentir a necessidade do próximo como se fosse sua,
Nosso coração precisa das risadas de alegria perpetua na praça da realização momentânea.
Nosso coração precisa de gente como a gente, muito radical, muito louca, muito pirada.
Nosso coração precisa sem explicação ser um coração de carne, pois pedra não sente.
Nosso coração precisa...
25 de setembro de 2010
22 de setembro de 2010
Carta de Caíque – 08 anos
“No meio da favela, no meio dos esquecidos pela sociedade e governantes. Entre os numerosos barracos de madeira e concreto, ainda a um ser pequeno, ainda a um sonho, ainda a uma prece oferecida aos céus.”
Querido Papai Noel
Sei que virá hoje, pois o natal chegou. Mamãe falou que o senhor visita a gente, bem que o senhor poderia aparecer pra mim, quando eu estiver acordado.
Tenho tanta coisa pra pedir.
Quero um vestido pra mamãe, ela trabalha muito, ela é diarista, e quase não sobra dinheiro pra ela compra roupa nova para sí. Quero uma mesa cheia de coisas gostosas, para eu comer bastante. O senhor sabe que não tem quase nada aqui.
Quero que o senhor venha trazer brinquedos novos para o meu irmão, pois o papai dele nunca trouxe nada pra ele, nem sei se ele existe.
Eu não quero muita coisa papai noel, apenas pegar na sua mão e andar no seu trenó, deve ter muitos presentes lá... né
sei que você vai vim...
Que papai do céu te guarde.
Um Abraço,
Caíque - Morro do Pavãozinho - Rio de Janeiro
21 de setembro de 2010
Corpo cansado.
Em uma estante velha e empoeirada existe um rádio a tocar, em uma freqüência falha e com ruídos, consegue o coração agradar.
Sentado em uma cadeira, um corpo cansado, porém sonhador.
É um corpo que aguarda por um repouso, por um copo de água.
O corpo é de soldado, é de valente é de batalha. Um corpo debilitado, moribundo, mesmo com pouca voz conta seus relatos ao vento e suas narrativas ao ar, ele compartilha com honra as lembranças do tempo de glória, onde tudo era sorriso.
Agora sentado em uma cadeira, o corpo está em paz, apenas em sono profundo ao som das freqüências do rádio, o corpo dorme.
20 de setembro de 2010
Rotina
A gota cai
O sorriso esmorece
cerra o punho
Corta do laço
Abre o presente
Risca a faca
cruza os dedos
A chuva molha tudo
o Sol seca o molhado, o mofo
tenho que comprar pão
o banho me espera
a cama é refúgio
tenho que seguir
o caminho estreito
uma jornada
uma estrada
um copo de água
o suor desce
se perde tudo que almejava
os olhos se escurecem
a saudade permanece
o beijo retorna
quero uma xícara de café com leite
biscoito de maizena, talvez
um cobertor bem quente
a sua atenção
meu trabalho
meus estudos
minhas teses
minhas conclusões
minhas emoções, são meus paraquedas
o céu me aguarda
se revela na última lágrima
Tudo é vaidade...
18 de setembro de 2010
O ser Pequeno!
Num pedacinho da existência, vive um pequeno ser
Já está formado, já está bem regado.
Neste pedacinho de solo ausente de companheirismo ele cresce,
se fortifica, se abastece de nutrientes sadio para a consciência.
O pequeno ser é carente, é solitário,
mas tem uma excelente maneira de amar, de demonstrar seus sentimentos mais acesos.
Ninguém conhece o ser pequeno, nem o pequeno ser conhece o mundo.
Ele espera por uma mão amiga, por um abraço camarada, por uma risada.
O pequeno ser já aprendeu a conviver com o grão de areia,
Com a pequena medida, com a pequena porção que faz feliz a Alma,
o coração acelerado.
O único bem que ele possui é a esperança de amar mais um pouco e ser retribuindo
de forma singela e graciosa.
Num pedacinho em construção, ele se esconde, se guarda sabendo que mais cedo ou mais tarde
ele terá que se mostrar.
No grão de areia, num grão de poeira, ele habita, continua alimentado seus medos.
Mais no fundo, no fundo ele é feliz, pois aprendeu a viver com o pouco.
E de modo zeloso se esforça pra cumprir seu pequeno chamado.
E de modo zeloso se esforça pra cumprir seu pequeno chamado.
17 de setembro de 2010
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