28 de fevereiro de 2017

Afluente criativo.

Deparei-me com aquilo que não existia, o ar era simples com rabiscos claros, a montanha vista de cima me dizia frases sem sentidos, um dialeto refeito, porém sem leitura.

Dos braços de rios que nutriam o afluente criava-se a vitória régia, gotejante... gigante...viva. 

Os pássaros me ajudavam a compreender a liberdade, o frio na barriga me pôs em alerta, e instantaneamente parei, livre na natureza, sem tempo ou estações.

Apreciei as cores do existir, aquilo que a existência fez.


Das penas das aves os peixes saiam, sem a presença de água. A sincronização das coisas me deixava sem ação, predestinado talvez a só observar.