7 de dezembro de 2012

Paralelepípedos emergenciais




























A reviravolta de tua inocência concebia a mim um entusiasmo grandioso, e a distância que consumia minha espera se tornou aconchegante e inodora. E de vez em quando meus pés precisavam caminhar sobre os paralelepípedos da rua que usurpou tua forma, e encarar as árvores que absorveram teu cheiro vivificado, e sem demora tinha que interrogá-las.
Horas se passaram, o diálogo insípido secou meus lábios que de incessante percorria os quatro cantos a procura de um gole de água, secou-me a vontade de estar. E veio a tona e sentou-se do meu lado o refrigério de teu sopro. E permaneceu urgente eu passar por estes fatos, e por mais que absurdos e arrogantes se demonstrava ser, eu precisava olhá-los de relance. No fundo eu não tinha muita escolha, o que eu tinha verdadeiramente era vontade de voltar atrás, de renunciar.