18 de agosto de 2012

A clandestinidade da tua permanência

























Uma desvantagem tão repentina nos aguardava de manhã, não se tinha ao menos uma ideia na “cachola”, era óbvio, porém o que mais me encantava era a maneira inocente e assídua que clareava tua permanência selvagem e perpetua em meu quarto, somente eu e você, nossas intenções, jogo nosso. Os ponteiros do relógio me castigavam, e gritava à medida que minha permanência sacudia teu prazer, de fato eu era um clandestino, e não entendia o porquê de tudo aquilo está acontecendo de forma voraz, porém meu desprendimento era necessário para que a boa amizade continuasse.  A meu ver a clandestinidade se torna fabulosa, é preciso ser clandestino de vez em quando, é satisfatório de corpo e alma esse formato de inexistente que carregamos em determinados momentos de nossas vidas, e ininterrupto por falta de opção, e nos acovardamos por não saber gritar o clamor da reverberação engasgada. É uma desvantagem tão repentina! Sou clandestino de mim mesmo, de corpo e alma, sou essa reverberação de caráter clandestino, marés relutantes, de incógnitas indecifráveis, e você minha companheira é assim também, e todas essas questões que estão sendo discutida em juízo, minha litigiosidade efêmera. O que eu mais queria, o que mais eu angustiosamente precisava era devorar tua paciência, só assim me sentiria aliviado, e venceria essa desvantagem singela que permeava na mesa, na xícara de café que na exatidão do momento de rendição, foi lá que nos perdemos.