6 de junho de 2011

Ímpar | Par

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O teu número sempre foi ímpar, que de lá pra cá não se alterou.
O par é o contrario do esforço duradouro, do apelido bem confessado pelos lábios sem cor.
E ligeiramente farto se professado ao sagrado, e do ser ímpar impaciente.
O par é agrado, é sim a minha fartura, meu baluarte.
O ímpar é o inconsciente do peito aberto, do afeto recebido, das tristezas irrevogáveis e do latejar da cabeça pensante.
O ímpar é o atalho no mapa do perdido, é uma fagulha de fatos, do litúrgico.
É escrito em esboço o sorriso frio, é o que o par nunca vai ter.
Jamais terá.
O par é o número que pula em nossas intenções e se for é covardia plena em algodão molhado, já que absorve de inédito cada pisada do ímpar.