11 de julho de 2013

Tornai-o vento.




























Convenientemente me dirijo ao passatempo incorpóreo do ontem, revigoro-me das figuras coladas na parede, sou eu mesmo. Falo sozinho. As palavras são cavadas no ar e isso me justifica e por si só se tornaram testemunhal vívido do meu estado de espírito, e por esse rompimento de dizeres, o café esfria, o silêncio se materializa na visão, ocultei-o na intensão. A propósito pede, apenas peço que não me subestimes mais, já retornei a ver a vida como ela é, e não preciso dos conselhos vãos e indecisos que teces em tua forma de contemplar o amanhã, por isso sei que o saudoso despertar, nos garante uma singela permissão de se encontrar com o fulgor contido no corre-corre dos pés que não se omitem em correr na imensidão do silêncio cretino e cara de pau. Permite-me assim, a ver o dia nascer de outra forma, de um ângulo juntado com a espera de uma água fervida, do exalar do aroma cafeeiro e rude de se estar certo – o que se passou não era digno de permanecer, tornai-o vento.