28 de setembro de 2012

Saudades Vindouras







Hoje estou com saudades de mim mesmo, absolutamente de mim, de minhas lembranças profundas, de meus sonhos insofismáveis, das lágrimas que acreditavam no nascer do sol, do entusiasmo prematuro que me acolhia em fantasias infantis, de afagos desejosos por um alento teu, de esquinas que se encontravam em tuas avenidas largas e iluminadas, de acreditar acreditando, de ventos tempestuosos que me garantiam a sobrevivência bastarda que outrora me jogava contra as marés de um questionamento que não me alegrava em nada.Saudades vindouras, uma corrida em pastos verdejantes, águas tranquilas. Consolo mediador entre eu e mais ninguém. Se encontrar consigo mesmo não é fácil, encarrar o próprio olhar sangra! Não escrevo isso porque estou triste, muito pelo contrario, estou esperançoso por me conhecer, saber quem eu sou, se sou eu mesmo, se minhas intrigas pessoais com minha alma são fantasiosas ou não, preciso saber em mim, preso em mim, abraçado em mim. Só assim, matarei a saudade do meu eu.