1 de setembro de 2012

O regalar dos olhos



















Reconstruo quase que sempre a aurora dos meus entusiasmos e com os mesmos tijolos submeto minhas vontades a uma parede de concreto que não segura nada, nem um prego, nem uma martelada.
Alicerçar os meus pleitos é de imediato e urgente em mim, uma ressurreição das patentes que pulsam em minha garganta, um santo que se esconde em uma fantasia de jardineiro, uma mulher que procura em uma construção humana o filho de Deus, às vezes a gente consegue ouvir os gritos de desespero misturados com uma massa homogênea de ansiedade a procura de um sacramento sepultado que está pronto para o despertamento do sono do luto.
E esse resgate é necessário para cumprir profecias do teu amor, do derramar de sentimentos, do incrível...
Alimento, sangue e lágrimas, uma alegria repentina toma conta do rosto que chora pela despedida do outro que se tornou inocente a favor do injusto, o que espera a revogação da morte, do mistério do despertar, da esperança esperada e submetida ao clarear do sol.
As nuvens observam com o regalar dos olhos e também esperam o estremecer dos sentimentos, a chuva espera para regar teu rosto ressurreto e aparentemente sincero, cordeiro e leão, asas do vento. Os meus lábios não dizem nada, e as miríades que estão ao meu redor protagonizam cenas de triunfo, a vida voltou.