9 de dezembro de 2011




Já me disseram que com poeira não se constrói absolutamente nada, e esse nada é um puro vazio existente em nossas mentes. O que eu quero dizer em tudo isso, eu não prometo ser o calor, a minha meta é ser o refrigério alucinante e frenético que norteia os pensamentos mais intensos, o que enxuga o suor do apego.  Tem gente que fala demais, cospe palavras de mais e isso me cansa de forma precisa – eu me escondo desses seres falantes e mesquinhos.
Já, eu, pretendo alcançar a fala suave, a escrita lenta e sem falar na melodia que mexe com os pés da gente, e trás aquela sensação: Como é bom está aqui... Já descalço e sem roupas, apenas eu e a matéria nos juntamos e conversamos por longas horas, por que tem horas que realmente a boca que falar e a boca precisa loucamente cuspir as letras, as diviníssimas palavras. O que eu não entendo é por que precisamos chegar a esse ponto de partida desnecessário e torturante? A única e suficiente certeza que sei é que, o silêncio é a casa de todos os que buscam respostas, absolutamente quem formar fila para obter um texto pronto.  Eu tenho pena de mim, pena daquele que espera, a espera é espinho na carne, e a carne é a vaidade da matéria – o orgulho da consumação do desejo.
Procuro obter uma imensidão de conversas ao meu lado para não me sentir sozinho. Convidar as conversas passadas para um chá não é uma má ideia, é uma salvação necessária e honrosa. Ter um punhado de “blá-blá-blá” ao nosso lado nos faz esquecer quem realmente nós somos – nos mascaramos por completo...