17 de janeiro de 2014

O Egoismo da Boca.





















De dentro da boca do grande sapo existia um mundo egoísta e só, era um mundo de encantos e maravilhas, porém de renúncias e sem volta.


12 de janeiro de 2014

Sobre o encontro, a verdadeira face e o misturar.







É por muito saber que é no encontro das águas que me misturo com a realidade predadora, e é por muito se doar que eu me perco constantemente em ingratidão devolutiva de gestos, mas profundamente me restauro, guardo um segredo eterno comigo.

Quem me conhece verdadeiramente sabe que o prendo em uma gaiola interior bem escondida sobre os véus dos meus conceitos mais instigantes, e por vezes ao contrário do que os outros dizem acabo não sendo eu mesmo, porque o meu verdadeiro semblante está enjaulado no escuro. 

"Sou aquele que caminha."

Por vezes ele grita bem alto, e tal liberação é de cortar a alma, mas o afogo no encontro das águas, as águas doce e salgada, e por um tempo ele adormece...

Calo-me por presa e pavor, coagula-se por um momento a expressão realística de uma bússola, e essa expressão suga o suor de minhas mãos e de meu paladar, torno-me uma textura que flui, um rabisco esfumaçado, e tão ensosso acabo por fazer parte do amarelado. 

Tenho presa da esperança, corro no deslizar dos líquidos, encontro-me na mistura, no sereno. 

Em tempo oportuno saberei ser o Amanhecer, saberei ser o destino.

Tenho tantas perguntas dentro de mim, sou o ponto da interrogação, o pó da borracha no papel que busca uma explicação gigantesca diante da pressionar dos dedos sobre o incorreto, você não sabe a dor que é corrigir o rabisco do outro, e nem se quer pergunta da  escolha em ser ou não ser uma borracha. 



3 de dezembro de 2013

Sobre a brevidade

































Penso e já se torna amanhã, breve e logo amanhece, aquece e minuciosamente se esclarece.




17 de outubro de 2013

Roupa e maciez

























Pluralidades em tua roupa e maciez na tua fala. Carinho em teu desatar.  Aliança em tua fidelidade.



Sobre aquele céu



















O acumulo depreciativo do favorável me surpreendia e me alcançava devagar e às vezes me exprimia, pedaço por pedaço, eu ao certo não os via, mas tinha por mim certo pressentimento que não viveria por muito tempo sobre aquele céu instável e volumoso, em que os gestos e máscaras eram uma ferramenta de escape diante dos outros. 



Pérola aceitável




















Com calma a gente se retrata, e busca no pensamento um fato aceitável para que o outro acorde de sua tempestuosidade e acredite no que foi esclarecido, mal sabendo que era tudo uma pérola de ilusões. 



Coagulação pecaminosa




















Eu me tornei a pulsação do teu coração, a coagulação sanguínea que fervia no proibido de possuir o teu pecado.