12 de janeiro de 2014

Sobre o encontro, a verdadeira face e o misturar.







É por muito saber que é no encontro das águas que me misturo com a realidade predadora, e é por muito se doar que eu me perco constantemente em ingratidão devolutiva de gestos, mas profundamente me restauro, guardo um segredo eterno comigo.

Quem me conhece verdadeiramente sabe que o prendo em uma gaiola interior bem escondida sobre os véus dos meus conceitos mais instigantes, e por vezes ao contrário do que os outros dizem acabo não sendo eu mesmo, porque o meu verdadeiro semblante está enjaulado no escuro. 

"Sou aquele que caminha."

Por vezes ele grita bem alto, e tal liberação é de cortar a alma, mas o afogo no encontro das águas, as águas doce e salgada, e por um tempo ele adormece...

Calo-me por presa e pavor, coagula-se por um momento a expressão realística de uma bússola, e essa expressão suga o suor de minhas mãos e de meu paladar, torno-me uma textura que flui, um rabisco esfumaçado, e tão ensosso acabo por fazer parte do amarelado. 

Tenho presa da esperança, corro no deslizar dos líquidos, encontro-me na mistura, no sereno. 

Em tempo oportuno saberei ser o Amanhecer, saberei ser o destino.

Tenho tantas perguntas dentro de mim, sou o ponto da interrogação, o pó da borracha no papel que busca uma explicação gigantesca diante da pressionar dos dedos sobre o incorreto, você não sabe a dor que é corrigir o rabisco do outro, e nem se quer pergunta da  escolha em ser ou não ser uma borracha.