24 de janeiro de 2012

Vibrações...











"Não saberia me dizer se a pulsação do coração seria afetada e nem ao menos seria meia duzia de repetições reprimidas. O que cabia  fazer, de certa forma eu fiz, e em um fio cortado as direções me explicam cada sufocamento, já que em enumeras vezes a razão se precipitou fora de mim, um certo jogo de azar, cartas jogada ao vento, no alento do repouso satisfatório. 
A pulsação se derretia em vibrações, não é que eu tinha que esculpir minha vontade, aliás, eu sei pelo incansável repouso da memória, e sim, pela covardia de minha atitude, já contingentes em meus rios.
Não saberia te anexar em minhas curvas. É muito difícil o meu elo quebrar, somos o fato do amanhã já vivo no presente, uma espécie de barragem indestrutível que se transforma constantemente."










Foto: Juliana Alvim/ Flickr.com