[...] E naquele silêncio todo eu existia, eu era feliz.
Ao som da valsa meus pés se movimentavam, eu dançava, estava realizado.
Fugi.
Apaguei-me com o derredor.
Preocupando-se apenas comigo mesmo, e o pulsar queria sentir, vivênciar autômaticamente no "play", no ingerir.
E no silêncio eu recitava poesias para que viesses a me ouvir.
De longe, bem perto.
Mas não sentia resposta alguma, pois eras apenas um desenho, os meus rabiscos.
Mas, havia em mim esperança suficiente no silêncio, eu insistia no ouvir [...]
E nesse encontro de ouvidos a sensação que eu tinha era que se pudesses me compreender, você teria tudo.
Teria a distância, o manto constante do satisfazer, do engrandecer. Faríamos preces juntos, conversaríamos uma noite toda, e riríamos de tudo.
Estaríamos realizados, no silêncio, na valsa.
As ligações do telefone seriam apenas um elo.
A importância seria te esboçar em meu bloco de papel A3, o meu domínio estaria em ti, estaria em nós, na velocidade, nas carrentes sanguineas [...]
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E essa passagem te eternizará...